
Nesta altura do campeonato, a maioria das crianças de todo o mundo, ou de pelo menos de uma grande parte dele, já escreverem as cartas ao Pai Natal. Quando eu era mais pequena, provavelmente também já o teria feito, não por acreditar, mas sim por me obrigarem (sim, é verdade, nunca acreditei que essa figura que entregava prendas na noite de natal por todas as crianças do mundo existisse) escrevia a carta submersa num mundo onde ainda existia algo de fantástico e onde ainda acreditamos que no final tudo acaba de uma forma feliz; mas bem, não era por não acreditar que deixava de fazer os meus “pedidos de Natal”, todos os anos, eram sempre os mesmos, pedia paz, amor, felicidade para todo o mundo, pedia que todos os sem abrigo tivessem um casa e que todas as crianças do mundo tivessem pelo menos um dia especial; mas com o passar do tempo, tomei conhecimento da realidade e percebi que nada do que eu pedia se realizava, e que cada vez mais, tudo piorava, ao contrário do que eu pedia, do que eu imaginava.
De qualquer das formas, este ano, não vou deixar de pedir paz, amor, felicidade para todo o mundo, todos os sem abrigo tenham um lar e que todas as crianças tenham pelo menos um dia especial, afinal o espírito natalício é mesmo esse: ter fé e esperança de que um dia as coisas possam mudar, ter sempre presente o espírito infantil, e viver (ainda) alguns dos nossos dias submersos num mundo onde existe algo de fantástico e onde as coisas acabam sempre de uma forma feliz.
FELIZ NATAL! :D
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