16.12.11

red one



Hoje perguntaram-me o que é que eu tinha feito à pulseira vermelha, ao qual eu respondi: tirei-a do braço, procurei a caixa, fechei-a dentro dela, e escondi-a no fundo do armário. se é para sempre? não sei. sim, custou-me muito, ainda me custa. tenho saudades, muitas. hoje quando o vi doeu-me o coração, custou-me rever tudo como se alguém clicasse no play uma vez que eu não o queria fazer, e custou-me sentir aquela proximidade e o mútuo desfasamento. mas sei que não me vale de nada lamentar. portanto vou-me continuar a rir no final de cada frase, vou fazer de conta que sou forte, que não me importo, que sou fria e que já ultrapassei.
Agora, deixa-me tentar não me importar e afasta-te de vez porque a tua pulseira vermelha foi apenas o primeiro passo.

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