
Voltaste a tornar-te naquele ser desconcertante que me provoca reacções incontroláveis, são como simultâneos arrepios de frio e de quentura que me vão lentamente tomando por inteiro, alimentávamos um amor que cada vez se esfumava mais e ficava esquecido num dos vincos da memória, tal como na parábola do semeador não podia germinar.
Queria-te acima de tudo, arrisco até a dizer que desejo que não sejas o que és, porque no meu entender, apenas assim poderei ser mais tua.
Divagas entre o bom e o demasiado mau, és inconstante como a chuva e o vento e apenas me deixaste na ilusão de encontrar enredo para um verdadeiro sonho de amor, porque se podemos sonhar, também podemos tornar os nossos sonhos realidade.
É como se já nada fizesse sentido e apenas as gotas da chuva fizessem parte dos meus dias, fizeste-me amar como se morresse amanha, e apenas as lágrimas lavadas são capazes de legendar realidade por ti provocada.
Não quero fugir do destino que me agita e seduz como um perfume demasiado forte. Amo de mais e talvez ambicione de mais, afinal, nem eu mesma conheço a fronteira que separa esses dois sentimentos.
(listen)♥
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